segunda-feira, 11 de março de 2019

Capitã Marvel | Crítica



          E saiu o filme da quase desconhecida Capitã Marvel. Depois de uma promessa nas redes sociais e até da propaganda do filme como um marco lacrador feminista, o que a Marvel nos entregou foi mais um filme que segue a sua fórmula básica (e de sucesso) de apresentar um herói. Para quem é da era "antiga" do gibi (antes do Ultimate), já aviso que não encontrará a Miss Marvel (aquela que vivia na sombra do verdadeiro Mar-Vell Capitão Marvel,  foi abduzida por um ser de outra dimensão que a engravidou à força - juro que isso saiu nos quadrinhos - e assim nasceu como Marcus em nossa dimensão, "passou" os poderes pra Vampira e se tornou a Binária), felizmente! Não, a Carol Danvers do filme torna-se Kree (está no trailer) e recebe os poderes de uma forma que funcionou bem com o Universo Marvel do cinema.
          Tem militância? Bom, temos referências sim, mas nada acima do filme da Mulher Maravilha. Temos também referências à situação política atual, como os refugiados na Europa, Palestina x Israel, guerra etc como os demais filmes da Marvel. Agora, os personagens estão bem e a Capitã Marvel tem defeitos, vulnerabilidades e é um ser humano. Aliás, se a DC aprendesse com esse filme, lançaria uma obra muito superior ao que foi o filme do Superman. Em termos de seriedade, é um filme muito mais na pegada do Capitão América do que dos Guardiões da Galáxia.
          Tem uma virada na trama que vai dar uma engasgada em quem conhece os personagens alienígenas da Marvel, mas aí é spoiler. Não gostei muito do Nick Fury, pois gosto dele como o ex-militar mal humorado, mas o rejuvenescimento dele e demais efeitos especiais estão fantásticos.
          É um bom filme e apresenta uma personagem incrível. Que Thanos se prepare para enfrentá-la em abril em Vingadores Ultimato. Nota 4 de 5 e ficou difícil para o filme do Shazan! superar.


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