terça-feira, 2 de julho de 2019

Turma da Mônica Laços | Crítica




          A Turma da Mônica ganha finalmente as telonas e me surpreendi indo preocupado ao cinema. Sim, preocupado. Conforme as cenas foram aparecendo em trailers na TV e youtube fui observando cauteloso. Não precisei me perguntar muito para entender que estava simplesmente sendo cuidadoso com algo que me é caro. Gente, a Turma da Mônica é um patrimônio nosso. Entrei na sala de cinema com medo de ver a turminha sendo tratada sem o respeito e o carinho que ela merece. Não sabia o que esperar do filme, mas estava com medo de encarar uma bomba. Não falo nem em decepção, pois fiz muita força para não ter expectativas sobre essa obra. Não li a Graphic Novel que de inspirou o filme e, mesmo quando descobri que sairia no cinema, fiz questão de não ler para não criar um comparativo e fugir de prováveis spoilers. Então não farei comparações aqui.
          Bom, o filme é uma grata surpresa. É um trabalho respeitoso, cuidadoso, detalhado (sem ser detalhista cricri), tem enredo, emociona e, em suma, diverte. Eles estão lá. As crianças foram muito felizes em suas interpretações e caracterizações. Caras, bocas e atitudes se misturam a um clima de infância belo sem pieguice. Você vai reconhecendo e conhecendo os personagens. É tudo muito bem feito. Até a mãe do Cebolinha (a Dona Cebola) está bem caracterizada. Vale fácil o ingresso e cada minuto na tela. A sensação é de que é tudo uma obra feita de um fã para ser entregue a uma plateia de fãs. Se você sabe que o Cebolinha fala eLado e que a Magali é comilona, vá assistir ao filme. Vai lá. Vá ver a turminha do bairro do Limoeiro em uma aventura motivada pela amizade. Eles não vão enfrentar o Thanos (pelo menos não ainda), mas é um filme que merece ser assistido e sentido. Parabéns ao diretor Daniel Rezende, parabéns aos atores Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão) e, claro, parabéns ao Maurício de Sousa.
          Nota? Leva um 4,5, pois vou deixar esse meio ponto como esperança de ver um filme ainda melhor em uma possível continuação.


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Vingadores - Ultimato | Crítica


         É, a DC vai ter que comer muito arroz com feijão. Não há como comparar as produções cinematográficas da DC e da Marvel. Muito vai se falar de Ultimato, muitos vão encontrar defeitos. Mas o filme é apoteótico, fechando com chave de platina a saga que começou a dez anos com o primeiro Homem-de-Ferro.
          O começo é meio lento, nostálgico e até melancólico. Afinal, metade da vida no universo morreu. Nada mais lógico que a metade sobrevivente entrar em luto. A partir daí praticamente tudo é spoiler. O que podemos adiantar é que todos os personagens estão lá, todos receberam seu momento. É quase uma homenagem da Marvel a todos os filmes que montaram esse universo.
          Mostrar vida e morte nesses filmes com o pessoal multicolorido soltando raios dificilmente nos toca "pessoalmente". Para mim esse filme conseguiu. Mas paro por aqui. Aliás, até a ausência de cenas pós créditos dá uma seriedade tangível a esta obra. É um desfecho.
         As bilheterias serão o termômetro que irá provar que a estratégia da Marvel de deixar um gancho forte no final do filme anterior funcionou muito bem. Quem gosta de filme de heróis vai gostar do filme. Vá e aproveite. Só dê uma passadinha no banheiro antes, pois são três horas de duração.
          Não vou estender a crítica, pois já sei que todo mundo que se interessa pelo assunto vai ver o filme. Nota 5 de 5, fácil. O que gera dúvida no filme é: O que vem agora?

segunda-feira, 11 de março de 2019

The Umbrella Academy - 1ª Temporada | crítica





          Então vamos fazer uma série onde um alienígena adota sete crianças nascidas no mesmo dia de mulheres que não estavam grávidas para estudá-las e montar com elas uma superequipe de heróis e combater o mal. Que tal? Se dá para melhorar? Claro! São uma família, e não uma equipe, com toda uma dinâmica familiar e levados até o limite por essa proposta absurda de seu pai adotivo. Pronto! E sabe do que mais? A NETFLIX não só fez o seriado, mas o fez muito bem. É tão interessante que é considerado por muita gente como um dos melhores seriados de heróis. E não é da DC nem da Marvel/Disney!
          Baseado na revista em quadrinhos de mesmo nome (e desenhada pelos gêmeos paulistas Gerard Way e Gabriel Bá), The Umbrella Academy joga muito bem com seus inusitados personagens. É interessante como as situações vão se sucedendo entre birras, brigas e desentendimentos mil dos "irmãos" enquanto o fim do mundo está para acontecer! Entre mistérios, vamos conhecendo esse mundo por meio dos confrontos entre as versões adultas dos protagonistas e flashbacks de seu passado como crianças "prodígio" em luta contra o mal.
          Um tempero bem vindo à trama é a dupla de assassinos da organização Temps Aeternalis que usam máscaras de bichinhos coloridos Hazel e Cha-Cha. Eles não são tão sanguinários quanto no gibi, mas estão no tom certo para o seriado. Sua missão é eliminar qualquer um que ameace a cronologia temporal correta. E eles eliminam mesmo, fria e tranquilamente entre uma rosquinha e outra.
          Para quem perdeu todas as séries do universo Marvel que foram canceladas na NETFLIX, é uma excelente pedida. É um seriado com cargas de mistério, humor, violência e suspense que faz o favor de não se levar tão a sério. Afinal, temos Pogo, o chimpanzé inteligente mordomo da casa, um menino de mais de 40 anos, um cara com tronco de macaco e uma moça que transforma boatos em realidade. Só vendo para entender!
          É muito bom! Acima da média! Vai levar 4.5 de 5!

Capitã Marvel | Crítica



          E saiu o filme da quase desconhecida Capitã Marvel. Depois de uma promessa nas redes sociais e até da propaganda do filme como um marco lacrador feminista, o que a Marvel nos entregou foi mais um filme que segue a sua fórmula básica (e de sucesso) de apresentar um herói. Para quem é da era "antiga" do gibi (antes do Ultimate), já aviso que não encontrará a Miss Marvel (aquela que vivia na sombra do verdadeiro Mar-Vell Capitão Marvel,  foi abduzida por um ser de outra dimensão que a engravidou à força - juro que isso saiu nos quadrinhos - e assim nasceu como Marcus em nossa dimensão, "passou" os poderes pra Vampira e se tornou a Binária), felizmente! Não, a Carol Danvers do filme torna-se Kree (está no trailer) e recebe os poderes de uma forma que funcionou bem com o Universo Marvel do cinema.
          Tem militância? Bom, temos referências sim, mas nada acima do filme da Mulher Maravilha. Temos também referências à situação política atual, como os refugiados na Europa, Palestina x Israel, guerra etc como os demais filmes da Marvel. Agora, os personagens estão bem e a Capitã Marvel tem defeitos, vulnerabilidades e é um ser humano. Aliás, se a DC aprendesse com esse filme, lançaria uma obra muito superior ao que foi o filme do Superman. Em termos de seriedade, é um filme muito mais na pegada do Capitão América do que dos Guardiões da Galáxia.
          Tem uma virada na trama que vai dar uma engasgada em quem conhece os personagens alienígenas da Marvel, mas aí é spoiler. Não gostei muito do Nick Fury, pois gosto dele como o ex-militar mal humorado, mas o rejuvenescimento dele e demais efeitos especiais estão fantásticos.
          É um bom filme e apresenta uma personagem incrível. Que Thanos se prepare para enfrentá-la em abril em Vingadores Ultimato. Nota 4 de 5 e ficou difícil para o filme do Shazan! superar.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Uma Aventura LEGO 2 | Crítica



          Sim, é um filme para levar as crianças. Assim como no primeiro, temos uma boa mensagem, músicas alegres (chicletes) e piadas leves a granel. Mas também assim como no primeiro, temos boas e irreverentes piadas dedicadas ao público adulto com muitas referências a filmes clássicos e contemporâneos. Ah, e temos o Batman LEGO! Pra mim, isso já vale o ingresso.


          A trama inicia-se em um cenário do Mad Max onde nada mais é incrível. A não ser para Emmet, protagonista da primeira animação que continua o mesmo ouvindo o tema da animação original. Sua insistência em trazer o mundo multicolorido de volta é que chama a atenção de alienígenas. Estes abduzem seus amigos e Emmet se vê forçado a transformar sua casa em uma nave espacial e ir resgatá-los. Não gostou da trama? Cara, é LEGO. É um convite a tirar os pés no chão e rir da gatinha que vira gato guerreiro, do avião da mulher-maravilha que também não aparece nesse filme (continua invisível), de ver o personagem dublado pelo Chris Pratt rodeado por velociraptors em uma nave em forma de punho fechado, ver a DeLorean e a Tardis na mesma cena, uma referência ao Aquaman original (o loiro) e tentar impedir as crianças de jogarem pipoca entre si.


          Se gostou do primeiro, vai gostar do segundo. Está muito bom. Se achou o primeiro infantil e alegre demais, pode continuar mal amado pensando no terrível destino da humanidade 😂. Filme bom (ou animação animada?), nota 3 de 5.

Alita | Crítica


          E temos James Cameron de volta ao cinema! Sim, mesmo com o diretor sendo na verdade Robert Rodriguez, fui com as expectativas nas alturas ver o filme e isso sempre atrapalha. Alita vem do MANGA, mas não farei comparações, tratando o filme pela obra que é. E, bom, Alita entrega uma verdadeira obra de arte visual. A protagonista ganha a simpatia do público muito rápido com sua coragem, juventude e carisma pouco importando se foi criada em CGI. As cenas de luta são impecáveis, inovadoras e emocionantes, sendo um dos pontos altos do filme. Aliás, tudo que se refere à protagonista ficou muito acima da média. Alita é muito humana, talvez a única personagem humana em cena. E é em torno disso que ficam os pontos fracos da obra.


          A trama movimentada e envolvente apresenta a ciborgue (o cérebro de Alita é humano) protagonista sendo encontrada em um ferro-velho (um lixão) sem memórias por um engenheiro-mecânico-cientista que repara seus danos, lhe dando uma segunda vida. E aí acompanhamos a trajetória da jovem até se tornar o "Anjo de Combate" do título. Dar qualquer outro detalhe tiraria toda a graça de ver o filme e acompanhar a jornada da heroína.
          Bom, mas apesar do excelente trabalho na protagonista, temos outros personagens, como o par romântico Hugo (Keean Johnson), um pretenso bad boy que simplesmente não convence. No arco final do filme, temos uma sequência de cenas que fazem parecer que o diretor olhou pro relógio e viu que tinha que acabar o filme logo. E nesse ponto o tal Hugo decepciona nas cenas que deviam mais mexer com o público. E foi o suficiente para eu sair decepcionado e meio traído pelo filme. Talvez seja simplesmente a franca intenção do diretor de não concluir definitivamente a trama para criar sequências, mas simplesmente saí com essa impressão de que acompanhei uma boa e movimentada narrativa para ver um final fácil e forçado. Mas repito, o filme é bom e Alita merece ser vista e muito amada. Nota 3 de 5.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Titans - 1ª Temporada | Crítica

Antes de tudo entendam:
Vamos falar destes Titans


NÃO vamos falar destes

Nem destes










          Uma vez que estabelecemos a diferença total de "pegada visual" da série para os desenhos, podemos falar da nova série da DC criada para o canal americano de streaming da DC, o DC Universe. Felizmente para as terras brazucas o conteúdo saiu pela NETFLIX e não precisamos assinar mais um serviço.
          E como está na moda agora, antes mesmo de sua estreia o seriado já tinha sido julgado e os xiitas já gritaram que a atriz da Estelar era negra (a pela da personagem é laranja), o mutano não era verde e o Robin falava palavrão e ainda era revoltadinho com o Batman. Pois é, então antes de entrar nesses detalhes já sentencio: O seriado é bom, é violento e tem uma pegada sobrenatural sinistra. É isso, nada das piadinhas dos desenhos nem a Estelar toda queridinha e a dupla cômica Mutano-Cyborg. Quer ver eles fofinhos? Vai pro Cartoon Network que tá passando lá os Titans Go.
          A primeira temporada se passa em torno de Ravena, que é filha de uma mulher que teve um caso com um demônio. Isso, exatamente como no Gibi da DC, não foi invenção do seriado. Não tem cenas do exorcista, mas tem muito sangue, tiro na cabeça, corte de pescoço jorrando mais sangue e por aí vai. repito: Ravena é filha de um demônio e ele a quer usar para invadir nossa dimensão e anexá-la ao domínio dele. Não ´é spoiler, tá no gibi:
Trigon, paisão da Ravena. Sim, ele tem quatro olhos.
          Os Titãs vão se unindo durante a temporada até o desfecho chocante (não vou contar). A trama é boa, a coreografia das lutas é ótima e os atores dão conta do recado. Sobre a raiva do Robin pelo Batman, ela foi mostrada nos gibis (nos anos 80, gente) e é o que o faz largar a sombra do morcego e adotar o nome de Asa Noturna. Ah! E se tem crianças pequenas que adoram o desenho, não deixe que vejam o seriado! Ou eles vão descobrir que a Estelar mata fácil seus inimigos e "dorme" com o Robin (como no Gibi). É um seriado de ação com uma temática mais adulta e tenebrosa. Se é disso que gosta, corre lá e assiste.
          De 0 a 5 vai 3.5 para o seriado com esperança que chegue a 4 na próxima temporada. Estou aguardando!