sábado, 19 de janeiro de 2019

Titans - 1ª Temporada | Crítica

Antes de tudo entendam:
Vamos falar destes Titans


NÃO vamos falar destes

Nem destes










          Uma vez que estabelecemos a diferença total de "pegada visual" da série para os desenhos, podemos falar da nova série da DC criada para o canal americano de streaming da DC, o DC Universe. Felizmente para as terras brazucas o conteúdo saiu pela NETFLIX e não precisamos assinar mais um serviço.
          E como está na moda agora, antes mesmo de sua estreia o seriado já tinha sido julgado e os xiitas já gritaram que a atriz da Estelar era negra (a pela da personagem é laranja), o mutano não era verde e o Robin falava palavrão e ainda era revoltadinho com o Batman. Pois é, então antes de entrar nesses detalhes já sentencio: O seriado é bom, é violento e tem uma pegada sobrenatural sinistra. É isso, nada das piadinhas dos desenhos nem a Estelar toda queridinha e a dupla cômica Mutano-Cyborg. Quer ver eles fofinhos? Vai pro Cartoon Network que tá passando lá os Titans Go.
          A primeira temporada se passa em torno de Ravena, que é filha de uma mulher que teve um caso com um demônio. Isso, exatamente como no Gibi da DC, não foi invenção do seriado. Não tem cenas do exorcista, mas tem muito sangue, tiro na cabeça, corte de pescoço jorrando mais sangue e por aí vai. repito: Ravena é filha de um demônio e ele a quer usar para invadir nossa dimensão e anexá-la ao domínio dele. Não ´é spoiler, tá no gibi:
Trigon, paisão da Ravena. Sim, ele tem quatro olhos.
          Os Titãs vão se unindo durante a temporada até o desfecho chocante (não vou contar). A trama é boa, a coreografia das lutas é ótima e os atores dão conta do recado. Sobre a raiva do Robin pelo Batman, ela foi mostrada nos gibis (nos anos 80, gente) e é o que o faz largar a sombra do morcego e adotar o nome de Asa Noturna. Ah! E se tem crianças pequenas que adoram o desenho, não deixe que vejam o seriado! Ou eles vão descobrir que a Estelar mata fácil seus inimigos e "dorme" com o Robin (como no Gibi). É um seriado de ação com uma temática mais adulta e tenebrosa. Se é disso que gosta, corre lá e assiste.
          De 0 a 5 vai 3.5 para o seriado com esperança que chegue a 4 na próxima temporada. Estou aguardando!



sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Como Treinar o seu Dragão 3 | Crítica


          Ontem pude conferir o capítulo final da agora trilogia "Como Treinar seu Dragão". Fui com a expectativa alta, criada pela qualidade dos filmes anteriores e não me decepcionei. Você encontra uma estória rica, que chega a ser leve por não se prender a esses vários "ismos", críticas, polarizações e bandeiras que poluem o WhatsApp/Facebook, mas sim a valores eternos para qualquer ser humano. É um filme com "alma". A animação fala de amizade, amadurecimento e amor sem aquele exagero muito comum em desenhos, mas também sem tirar a força que esses tesouros tem na nossa vida.
          Agora vemos Soluço como chefe de seu povo, enfrentando as dúvidas e incertezas do comando que o remetem a voltar um pouco àquele jovem que vimos no primeiro filme tão deslocado do caminho traçado para um viking. Soluço se depara com a realização de seu sonho (uma nação em paz e harmonia com dragões) e o filme vem nos mostrar o que vem depois disso. É uma animação corajosa que vai muito além da "jornada do herói", que normalmente acaba quando o protagonista atinge seu objetivo. E para isso, logicamente, temos um bom vilão. Ninguém melhor para enfrentar Soluço e sua vila do que um matador de Fúrias da Noite!
          O gráfico está espetacular, com paisagens incríveis, tomadas dignas e uma iluminação que deu mais um passo rumo à perfeição.É uma animação envolvente e emocionante que levará lágrimas aos olhos dos sensíveis e até a alguns mais embrutecidos. É um filme para todas as idades e quase todos os públicos, uma estória humana naquilo que gostamos da humanidade. É, eu me emocionei com o filme. E, claro, tem aquela sensação de saudade que bate quando nos despedimos de amigos, pois é o último filme desses personagens.
          Nota 4.5 de 5 a esta animação que tem tudo para envelhecem bem e ainda ser assistida nos anos que virão.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

WiFi Ralph | Crítica


          E saiu o novo Detona Ralph! Diversão certa, especialmente para quem não viu o trailer. Sim, pois fizeram com a animação um desfavor mostrando elementos que entregam o file e, o pior, as piadas. Se não viu o trailer, NÃO VEJA! Vai correndo ver o filme porque se gostou do primeiro vai gostar do segundo! Nem tem spoiler para entregar do filme.
          Bom, na trama temos Vanélope buscando mais da vida enquanto Ralph só quer manter tudo como está. Essa é uma questão bem trabalhada pela trama enquanto os heróis percorrem a internet para salvar o fliperama de Vanélope. E é na apresentação da internet que tive a melhor surpresa. Essa é, sem dúvida, a melhor apresentação visual da internet já mostrada. Dá para apostar que, quando sairmos das páginas web e ingressarmos na realidade virtual, teremos uma interface como a apresentada na animação. É genial. No site da Disney, entre stormtroopers e o avatar do Stan Lee, Vanélope tem uma cena com as princesas da Disney (que está no trailer) bem sacada. Há uma pegada feminista aqui, tentando desfazer aquela ideia de que a princesa, para ser feliz, tem que ser salva pelo príncipe. Tudo muito bem dosado e transmite a ideia sem ferir os machões de plantão. Aliás, para quem criou uma menininha que aprendeu a cantar com a "Pequena Sereia" essa cena é muito boa.
         O filme diverte e tem umas referências à internet e aos jogos que agregam muito. É uma evolução do primeiro e mantém o mesmo ritmo, explicando bem como as coisas funcionam para depois entrar com a verdadeira trama. Nota 3 de 5. Bom filme!



Bumblebee | Crítica


          You got the touch! You got the power!!! Yeah! E finalmente temos um filme de Transformers! Aliás, deveria se chamar: "Bumblebee, the real Transformer" ou ainda "Transformers: a origem!" Ah! Que presentão foi esse filme. Infelizmente teve seus deslizes, que eu maldosamente vou deixar no crédito do produtor do filme, o Michael Bay. Brincadeiras a parte, Bumblebee é um filme de robô onde há um equilíbrio entre protagonistas humanos e robóticos. E isso é bom! Quem foi ver os guerreiros de Cybertron sai feliz e quem foi arrastado pelo parente nerd também se diverte.
          Vou começar pelo que não achei que deu certo, como por exemplo voltar exatamente ao assunto do primeiro filme da franquia "meu primeiro carro". Acho que já vimos isso, embora o diretor Travis Knight tenha conseguido colocar outro sabor na trama. Outro pecado do filme é se manter na franquia, o que nos leva ao terceiro problema: Bumblebee não fala. Claro que quem conheceu os transformers no cinema não sabe disso, mas Bumblebee é um baixinho tagarela, só perdendo para o Ratrap dos BeastWars/BeastMachines. E os problemas param por aí.


          Agora, o lado positivo é muito superior a esses tropeços e o filme entretêm e diverte bem. A protagonista interpretada por Hailee Steinfeld está bem na pele de Charlie e convence mais que qualquer outro personagem da franquia. A ambientação nos anos 80 também se mostra um acerto e, aliada ao visual original dos transformers, ainda traz um fan service na medida certa para quem acompanha a saga dos "robots in disguise" desde aquela época. Bumblebee não decepciona mesmo sem voz e temos algo que me lembrou a animação "Gigante de Ferro". Temos alívios cômicos sem apelação e John Cena aparece pouco o suficiente para deixar o filme bom. E, é claro, temos um fusca amarelo e um trecho da música tema do filme dos transformers de 1986. E mais, o filme ocorre exatamente em 1987! Tudo perfeito!

Para quem não conhece, este é o Bumblebee original.
Lágrimas aos olhos...
Filme de 1986 relançado em Blue Ray

          Que nota? Bom, vou dar 3,5 de 5. Afinal, ainda teimaram em manter a franquia. Mas se não viu, vá ver!



sábado, 15 de dezembro de 2018

Aquaman | Crítica




          Estou muito envolvido com a criação do jogo Metanoia, mas tive que vir fazer a crítica do filme mais corajoso de 2018. Sim, pois a DC conseguiu seguir a fórmula da Mulher Maravilha e produzir um filme divertido, colorido e baseado nos quadrinhos a ponto de colocar um brutamontes em um collant laranja e falando com os peixes com o tradicionalíssimo (Superamigos) poder em ondas e respeitando até o som original. E para isso contratou como diretor James Wan, diretor de A Freira, Jogos Mortais, Anabelle, Gritos Mortais, Invocação do Mal, Sobrenatural: A Origem, A Casa dos Mortos e o acelerado Velozes e Furiosos 7. Imagino que o tenham escolhido por este último...
          Aquaman tem tudo, simplesmente bate todas as referências (sim, ele anda em um cavalo marinho com um tridente na mão) e ainda entrega ação, humor, lutas bem coreografadas (quem não for ver, nunca assistirá Nicole Kidman sentando a mão nos stormtroopers, digo, guardas da Atlântida), Kaiju, ficção científica sem explicações, irmão ciumento mal amado, cena pós créditos e a incrível e imponente batalha do sushi (é sashimi para todo o lado)!
          Os atores estão ótimos. Jason Momoa estabeleceu um Aquaman distante dos desenhos (o que é muito bom) e próximo do Arthur Curry das boas histórias em quadrinhos do herói. Mas ainda acrescentou um humor bem vindo ao herói sério e responsável que conhecíamos, mantendo o perfil que apresentou no filme da Liga da Justiça. Mera é guerreira, mas atua como o cérebro da equipe, impedindo que o tom do filme saia da aventura humorada para a comédia desenfreada. Patrick Wilson consegue exprimir tudo o que se espera do irmão ganancioso e egocêntrico (megalomaníaco total) de Arthur, criando um vilão acertado para a trama. Mas optaram por já apresentar o icônico Arraia Negra ao filme, interpretado por Yahya Abdul-Mateen II. Este incorpora a vingança pessoal e irrestrita que só se contentará com a eliminação do herói.
          Nota? Leva um 4,7. Não dou 5, pois espero que a DC ainda entregue produto ainda melhor.

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Aplicativos envolvidos

Eliza - Metanoia

          O trabalho segue incessante na criação do Game. Vencidas as etapas de ambientação, identidade gráfica e desenvolvimento da trama, estabelecemos as ferramentas de trabalho. Para a arte gráfica adotamos dois aplicativos:

O Piskel


          Para criar sprites, adotamos o gratuito Piskel, que possui uma versão web e um aplicativo para baixar e instalar. Há instruções e mais informações em seu site: https:
//www.piskelapp.com/
         Além de leve, o aplicativo é simples e intuitivo. A partir da definição do tamanho e da palheta de cores, é fácil criar uma animação utilizando recursos de editores mais famosos, como layers e ferramentas de seleção.

O Pyxel Edit


          Para tiles o Piskel se mostrou limitado e optamos por adquirir (menos de 10 dólares) o Pyxel Edit. Esta solução permite criar sprites e animações, mas ganha força mesmo no desenho de fundos e estruturas. Existe uma versão gratuita, mas suas limitações não atenderam à nossa demanda. A ferramenta é boa, precisa uma estudada para aproveitar suas capacidades, mas nada desafiante. pode ser encontrada em:
https://pyxeledit.com/

A Unity 3D


          Para plataforma de construção do jogo, após uma pesquisa que nos levou a ele e à Unreal Engine, optamos pela Unity. Comunidade forte, capacidade de compilação para Linux, Windows, PS4, Android, IOS e  XBOX foram itens diferenciais. As duas são muito ricas em recursos e estáveis. Como o jogo é em 2D, acabamos privilegiando a que se encaixou melhor na ideia de "primeiro jogo", por ser bem amigável para desenvolvedores iniciantes.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Jogo Indie


          Já são dois livros escritos e mais de vinte anos dedicados profissionalmente à TI. Então, resolvi estabelecer um novo desafio e convoquei a galera das antigas para esse novo projeto. Somos quatro nesta jornada.
           Estamos desenvolvendo um jogo inicialmente para a plataforma PC (Windows). O cronograma está apertado e após um brainstorm realmente tempestuoso já temos os objetivos e o enredo traçados.

Qual a motivação do jogo?

          O jogador estará na pele de Eliza, uma ex-militar que travará uma guerra solitária contra uma conspiração global pelo destino na humanidade. Contando apenas com um traje nanotecnológico e a ajudada remota de Edo, um hacker de sua confiança, ela combaterá forças terroristas enquanto descobre o que realmente está acontecendo e até onde vão as possíveis consequências dessa luta.


Qual o atrativo do jogo?

          Nossa equipe resolveu focar na história do jogo, para que o jogador se interesse em conhecer as razões e reviravoltas do destino da personagem principal e seu universo. Assim, investimos a maior parte de nossa criatividade em uma história que convença, entretenha e divirta o jogador.


Então não há apelo visual? Estamos em 2018!

          A "pegada" visual do jogo busca um gráfico "pixelado", típico dos anos 80, em um ambiente 2D. Haverá recursos atuais e estamos estudando como enriquecer os efeitos do game e estabelecer uma identidade gráfica atrativa e entusiasmante.

          Todos os gráficos estão sendo desenhados pixel a pixel e estamos entusiasmados com o resultado.


E qual o nome do jogo? Quando fica pronto?

          µetanoia está em seus primeiros passos e ainda solidificando seu cronograma. Logo publicaremos aqui seu avanço, alguns gráficos, data de lançamento e onde consegui-lo.

Projeto em curso!