sábado, 2 de novembro de 2019

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio | Crítica



          E continuamos a saga do Exterminador com James Cameron, como se só os dois primeiros tivessem existido! Antes de qualquer coisa, vi um monte de crítica dizendo que a trama do filme é repetida. Isso é bem interessante, já que se não vier uma máquina assassina em uma viagem no tempo, não teremos um "exterminador do futuro". Mas tudo bem. O filme entrega ação sem muita explicação técnica, o que é ótimo em um filme com sua mitologia baseada em viagem no tempo. E mais, ele traz a verdadeira e única Sarah Connor de volta à trama de uma maneira bem coerente com as regras desse universo. E ela está mais determinada que nunca. A forma de colocar o velho Arnold no filme também funciona. E sim, bate uma nostalgia. Mas há o elenco novo e, embora em algumas cenas pareça que está sobrando protagonistas, o filme funciona bem em um ritmo alucinante e tenso. Tem tiro e explosão daquele jeito exagerado e violento da série com muita metralhadora na cara de exterminadores.
          Há mudanças interessantes e coerentes na trama, mas nenhuma grande virada, assim como o original. As referências estão lá, mas sem atrapalhar. Não é um filme todo fan service como vemos nesses vários reboots e regravações que temos assistido. Leva um 4 de 5 fácil.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw | Crítica


          Bom, se você não gosta de luta, explosão e tiro já pode parar a leitura por aqui. Aliás, estamos falando de Velozes & Furiosos, então é de mentirada, exagero e humor que estamos falando. Se o seu lance é mais profundo, cheio de significado e ideias este não é um filme para você. Brincadeiras a parte, este também não é exatamente um Velozes & Furiosos. Não tem a equipe de pilotos e apenas dois personagens conhecidos da franquia. E não tem o Vin Diesel. O que temos aqui é um novo rumo, tentando trazer muitas das características da franquia principal, inclusive aquele lance de família. Não me entendam errado, temos carros velozes e perseguições, mas o lance do filme mesmo é a rivalidade entre os protagonistas que funciona bem. Jason Statham e The Rock fazem os papéis que vem fazendo a vida toda, então quem gosta de seus filmes vai adorar esse.
          A trama gira em torno de um vírus que pode causar um genocídio global e uma "organização criminosa idealista secreta" (não é à toa que o Dr Evil é citado no filme) que quer manipulá-lo para eliminar "apenas" os fracos e assim melhorar a humanidade. Quem dá vida ao vilão é Idris Elba que define muito bem seu personagem no filme como um Superman negro. É, não vai ganhar o Oscar pelo enredo....
          Vanessa Kirby surpreende como mulher de ação, lutando como a Viúva Negra de Vingadores ela é mais do que um rosto bonito no filme. Espero que em uma possível sequência deem mais espaço a ela, que é uma boa atriz como visto no seriado The Crown. A participação de Helen Mirren é mínima, mas ela sozinha tem mais presença que toda a família do Hobbs, então é um dever citá-la.
          O filme entrega exatamente o que promete e não decepciona. É pipocão mesmo. Como não é só de lágrimas e tensão que vive o cinema, dou 3 de 5 pontos para esta fonte leve de diversão.


terça-feira, 2 de julho de 2019

Turma da Mônica Laços | Crítica




          A Turma da Mônica ganha finalmente as telonas e me surpreendi indo preocupado ao cinema. Sim, preocupado. Conforme as cenas foram aparecendo em trailers na TV e youtube fui observando cauteloso. Não precisei me perguntar muito para entender que estava simplesmente sendo cuidadoso com algo que me é caro. Gente, a Turma da Mônica é um patrimônio nosso. Entrei na sala de cinema com medo de ver a turminha sendo tratada sem o respeito e o carinho que ela merece. Não sabia o que esperar do filme, mas estava com medo de encarar uma bomba. Não falo nem em decepção, pois fiz muita força para não ter expectativas sobre essa obra. Não li a Graphic Novel que de inspirou o filme e, mesmo quando descobri que sairia no cinema, fiz questão de não ler para não criar um comparativo e fugir de prováveis spoilers. Então não farei comparações aqui.
          Bom, o filme é uma grata surpresa. É um trabalho respeitoso, cuidadoso, detalhado (sem ser detalhista cricri), tem enredo, emociona e, em suma, diverte. Eles estão lá. As crianças foram muito felizes em suas interpretações e caracterizações. Caras, bocas e atitudes se misturam a um clima de infância belo sem pieguice. Você vai reconhecendo e conhecendo os personagens. É tudo muito bem feito. Até a mãe do Cebolinha (a Dona Cebola) está bem caracterizada. Vale fácil o ingresso e cada minuto na tela. A sensação é de que é tudo uma obra feita de um fã para ser entregue a uma plateia de fãs. Se você sabe que o Cebolinha fala eLado e que a Magali é comilona, vá assistir ao filme. Vai lá. Vá ver a turminha do bairro do Limoeiro em uma aventura motivada pela amizade. Eles não vão enfrentar o Thanos (pelo menos não ainda), mas é um filme que merece ser assistido e sentido. Parabéns ao diretor Daniel Rezende, parabéns aos atores Giulia Benite (Mônica), Kevin Vechiatto (Cebolinha), Laura Rauseo (Magali) e Gabriel Moreira (Cascão) e, claro, parabéns ao Maurício de Sousa.
          Nota? Leva um 4,5, pois vou deixar esse meio ponto como esperança de ver um filme ainda melhor em uma possível continuação.


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Vingadores - Ultimato | Crítica


         É, a DC vai ter que comer muito arroz com feijão. Não há como comparar as produções cinematográficas da DC e da Marvel. Muito vai se falar de Ultimato, muitos vão encontrar defeitos. Mas o filme é apoteótico, fechando com chave de platina a saga que começou a dez anos com o primeiro Homem-de-Ferro.
          O começo é meio lento, nostálgico e até melancólico. Afinal, metade da vida no universo morreu. Nada mais lógico que a metade sobrevivente entrar em luto. A partir daí praticamente tudo é spoiler. O que podemos adiantar é que todos os personagens estão lá, todos receberam seu momento. É quase uma homenagem da Marvel a todos os filmes que montaram esse universo.
          Mostrar vida e morte nesses filmes com o pessoal multicolorido soltando raios dificilmente nos toca "pessoalmente". Para mim esse filme conseguiu. Mas paro por aqui. Aliás, até a ausência de cenas pós créditos dá uma seriedade tangível a esta obra. É um desfecho.
         As bilheterias serão o termômetro que irá provar que a estratégia da Marvel de deixar um gancho forte no final do filme anterior funcionou muito bem. Quem gosta de filme de heróis vai gostar do filme. Vá e aproveite. Só dê uma passadinha no banheiro antes, pois são três horas de duração.
          Não vou estender a crítica, pois já sei que todo mundo que se interessa pelo assunto vai ver o filme. Nota 5 de 5, fácil. O que gera dúvida no filme é: O que vem agora?

segunda-feira, 11 de março de 2019

The Umbrella Academy - 1ª Temporada | crítica





          Então vamos fazer uma série onde um alienígena adota sete crianças nascidas no mesmo dia de mulheres que não estavam grávidas para estudá-las e montar com elas uma superequipe de heróis e combater o mal. Que tal? Se dá para melhorar? Claro! São uma família, e não uma equipe, com toda uma dinâmica familiar e levados até o limite por essa proposta absurda de seu pai adotivo. Pronto! E sabe do que mais? A NETFLIX não só fez o seriado, mas o fez muito bem. É tão interessante que é considerado por muita gente como um dos melhores seriados de heróis. E não é da DC nem da Marvel/Disney!
          Baseado na revista em quadrinhos de mesmo nome (e desenhada pelos gêmeos paulistas Gerard Way e Gabriel Bá), The Umbrella Academy joga muito bem com seus inusitados personagens. É interessante como as situações vão se sucedendo entre birras, brigas e desentendimentos mil dos "irmãos" enquanto o fim do mundo está para acontecer! Entre mistérios, vamos conhecendo esse mundo por meio dos confrontos entre as versões adultas dos protagonistas e flashbacks de seu passado como crianças "prodígio" em luta contra o mal.
          Um tempero bem vindo à trama é a dupla de assassinos da organização Temps Aeternalis que usam máscaras de bichinhos coloridos Hazel e Cha-Cha. Eles não são tão sanguinários quanto no gibi, mas estão no tom certo para o seriado. Sua missão é eliminar qualquer um que ameace a cronologia temporal correta. E eles eliminam mesmo, fria e tranquilamente entre uma rosquinha e outra.
          Para quem perdeu todas as séries do universo Marvel que foram canceladas na NETFLIX, é uma excelente pedida. É um seriado com cargas de mistério, humor, violência e suspense que faz o favor de não se levar tão a sério. Afinal, temos Pogo, o chimpanzé inteligente mordomo da casa, um menino de mais de 40 anos, um cara com tronco de macaco e uma moça que transforma boatos em realidade. Só vendo para entender!
          É muito bom! Acima da média! Vai levar 4.5 de 5!

Capitã Marvel | Crítica



          E saiu o filme da quase desconhecida Capitã Marvel. Depois de uma promessa nas redes sociais e até da propaganda do filme como um marco lacrador feminista, o que a Marvel nos entregou foi mais um filme que segue a sua fórmula básica (e de sucesso) de apresentar um herói. Para quem é da era "antiga" do gibi (antes do Ultimate), já aviso que não encontrará a Miss Marvel (aquela que vivia na sombra do verdadeiro Mar-Vell Capitão Marvel,  foi abduzida por um ser de outra dimensão que a engravidou à força - juro que isso saiu nos quadrinhos - e assim nasceu como Marcus em nossa dimensão, "passou" os poderes pra Vampira e se tornou a Binária), felizmente! Não, a Carol Danvers do filme torna-se Kree (está no trailer) e recebe os poderes de uma forma que funcionou bem com o Universo Marvel do cinema.
          Tem militância? Bom, temos referências sim, mas nada acima do filme da Mulher Maravilha. Temos também referências à situação política atual, como os refugiados na Europa, Palestina x Israel, guerra etc como os demais filmes da Marvel. Agora, os personagens estão bem e a Capitã Marvel tem defeitos, vulnerabilidades e é um ser humano. Aliás, se a DC aprendesse com esse filme, lançaria uma obra muito superior ao que foi o filme do Superman. Em termos de seriedade, é um filme muito mais na pegada do Capitão América do que dos Guardiões da Galáxia.
          Tem uma virada na trama que vai dar uma engasgada em quem conhece os personagens alienígenas da Marvel, mas aí é spoiler. Não gostei muito do Nick Fury, pois gosto dele como o ex-militar mal humorado, mas o rejuvenescimento dele e demais efeitos especiais estão fantásticos.
          É um bom filme e apresenta uma personagem incrível. Que Thanos se prepare para enfrentá-la em abril em Vingadores Ultimato. Nota 4 de 5 e ficou difícil para o filme do Shazan! superar.


domingo, 17 de fevereiro de 2019

Uma Aventura LEGO 2 | Crítica



          Sim, é um filme para levar as crianças. Assim como no primeiro, temos uma boa mensagem, músicas alegres (chicletes) e piadas leves a granel. Mas também assim como no primeiro, temos boas e irreverentes piadas dedicadas ao público adulto com muitas referências a filmes clássicos e contemporâneos. Ah, e temos o Batman LEGO! Pra mim, isso já vale o ingresso.


          A trama inicia-se em um cenário do Mad Max onde nada mais é incrível. A não ser para Emmet, protagonista da primeira animação que continua o mesmo ouvindo o tema da animação original. Sua insistência em trazer o mundo multicolorido de volta é que chama a atenção de alienígenas. Estes abduzem seus amigos e Emmet se vê forçado a transformar sua casa em uma nave espacial e ir resgatá-los. Não gostou da trama? Cara, é LEGO. É um convite a tirar os pés no chão e rir da gatinha que vira gato guerreiro, do avião da mulher-maravilha que também não aparece nesse filme (continua invisível), de ver o personagem dublado pelo Chris Pratt rodeado por velociraptors em uma nave em forma de punho fechado, ver a DeLorean e a Tardis na mesma cena, uma referência ao Aquaman original (o loiro) e tentar impedir as crianças de jogarem pipoca entre si.


          Se gostou do primeiro, vai gostar do segundo. Está muito bom. Se achou o primeiro infantil e alegre demais, pode continuar mal amado pensando no terrível destino da humanidade 😂. Filme bom (ou animação animada?), nota 3 de 5.