segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Velozes & Furiosos: Hobbs & Shaw | Crítica


          Bom, se você não gosta de luta, explosão e tiro já pode parar a leitura por aqui. Aliás, estamos falando de Velozes & Furiosos, então é de mentirada, exagero e humor que estamos falando. Se o seu lance é mais profundo, cheio de significado e ideias este não é um filme para você. Brincadeiras a parte, este também não é exatamente um Velozes & Furiosos. Não tem a equipe de pilotos e apenas dois personagens conhecidos da franquia. E não tem o Vin Diesel. O que temos aqui é um novo rumo, tentando trazer muitas das características da franquia principal, inclusive aquele lance de família. Não me entendam errado, temos carros velozes e perseguições, mas o lance do filme mesmo é a rivalidade entre os protagonistas que funciona bem. Jason Statham e The Rock fazem os papéis que vem fazendo a vida toda, então quem gosta de seus filmes vai adorar esse.
          A trama gira em torno de um vírus que pode causar um genocídio global e uma "organização criminosa idealista secreta" (não é à toa que o Dr Evil é citado no filme) que quer manipulá-lo para eliminar "apenas" os fracos e assim melhorar a humanidade. Quem dá vida ao vilão é Idris Elba que define muito bem seu personagem no filme como um Superman negro. É, não vai ganhar o Oscar pelo enredo....
          Vanessa Kirby surpreende como mulher de ação, lutando como a Viúva Negra de Vingadores ela é mais do que um rosto bonito no filme. Espero que em uma possível sequência deem mais espaço a ela, que é uma boa atriz como visto no seriado The Crown. A participação de Helen Mirren é mínima, mas ela sozinha tem mais presença que toda a família do Hobbs, então é um dever citá-la.
          O filme entrega exatamente o que promete e não decepciona. É pipocão mesmo. Como não é só de lágrimas e tensão que vive o cinema, dou 3 de 5 pontos para esta fonte leve de diversão.


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