domingo, 8 de abril de 2018

Jogador Nº 1 | Crítica


          E se um escritor se baseasse nas obras cinematográficas dos anos 80 para escrever uma obra literária e depois um diretor/produtor cinematográfico se baseasse nesse livro para criar um filme? E se o diretor fosse Steven Spielberg? Claro, poderia ser uma péssima ideia com um diretor velho e desatualizado tentando colocar algo datado para a juventude conectada de hoje. Podia ser um grande erro, como a retomada da série Alien, ou outras retomadas nostálgicas perdidas que temos visto. Mas não é nada disso que vemos nesse filme. Vemos algo atual, para a juventude de hoje, algo com conteúdo sem esquecer a diversão e com mensagem sem ser piegas (ridiculamente sentimental). Mas e se mesmo com essas características o diretor arriscasse colocar centenas (milhares?) de referências a séries dos anos 80 que nenhum jovem tenha idade para ter visto/acompanhado? Funcionaria? SIM! Funciona, e lá estão personagens muito atuais como "posers", grupos de gamers, bullying e discussões atuais mergulhadas em uma trama simples e divertida. O ritmo e a pegada do longa lembra os da trilogia já clássica "De Volta para o Futuro", e sim, a DeLorean está lá, recolhendo moedas em método assemelhado ao jogo Sonic com seus anéis. Nesta crítica resolvi não colocar spoilers, pois não há como fazer justiça às cenas. Confesso que fui ver o filme na expectativa de que, no máximo, ia ver algo tão bom quanto a ótima série Stranger Things e estava de nariz torcido para o Mestre Spielberg, pois achei que ele carregaria na nostalgia e não traria algo jovem. Mas estava redondamente enganado e vi o Spielberg e sua equipe de roteiristas darem um show.


Um mundo acessado por Realidade Virtual
          Sobre o que é o filme? Bem, a humanidade enfrenta o resultado de poluição, desmatamento e pouco caso irresponsável com o ambiente em um futuro distópico. Vivendo em verdadeiras favelas feitas com trailers, a sociedade foge da realidade para um mundo/jogo em realidade virtual chamado OASIS. E a aventura começa quando o controle deste mundo virtual é colocado em jogo por meio de desafios (quests). Assim, qualquer um que tiver sucesso em vencer esses desafios ganha o controle do OASIS e dos milhões que ele arrecada. É um grande jogo virtual com um prêmio bem real e todos no mundo estão interessados, de gamers ocasionais até companhias de tecnologia!


Moradias semelhantes a favelas
          Algo interessante e uma referência (intencional?) é que é o filme mais repleto de Easter Eggs (ovos de Páscoa) que eu já vi e foi lançado justo na Páscoa.


Muitos Easter Eggs!
          Não li o livro, o que me permitiu ter uma visão livre do filme. Ao sair do cinema já me comprometi a lê-lo, encantado que fiquei com o universo do filme. Sabe quando você termina um Game e fica vendo os créditos passarem, feliz por ter alcançado o objetivo, mas decepcionado por não seguir com o jogo? Saudoso por não se relacionar mais com aqueles fantásticos personagens? Esta foi a sensação ao tirar meus óculos 3D no cinema. Fora que eu vivi os anos 80, o que me permite dizer que o filme é um buraco de minhoca que liga o hoje (essa juventude, com seus sonhos e dificuldades) com o ontem (aquela juventude, especialmente nós geeks e nerds) de forma respeitosa e fraterna.

E muito mais Easter Eggs!
          O filme trata dos avatares que possuímos nas redes, na realidade que nem sempre eles espelham nossa aparência, gênero, idade, tamanho ou qualquer outra característica. Trata do tempo on-line cada vez se apropriando de mais e mais tempo da vida real. Trata de uma equipe, de amigos e de como isso pode funcionar, apesar das críticas atuais. E principalmente, mostra para quem não trava contato com essa "realidade" o porquê de ser tão sedutora essa experiência. Está tudo lá, correndo do Donkey Kong, saltando com o Match 5 sobre o batmóvel, desviando do Gigante de Ferro e lutando ao lado de Gundam. Assistam o filme! Se não gostarem venham aqui e deixem seu comentário!!!

          Nota de 1 a 5? Esse é um filme nota 5.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

As Brigadas Fantasma | Resenha


          Depois da divertida leitura de A Guerra do Velho, fica impossível resistir à sua sequência "As Brigadas Fantasma". John Scalzi está mais sombrio agora, pois embora mantenha o foco nos personagens, embrenha-se mais na política de uma raça belicosa chamada humanidade. Brigada Fantasma é o apelido dado às Forças Especiais da União Colonial (UC), que apareceram no primeiro livro e agora são o foco da narrativa. Novamente a tradução está impecável e é bom deixar claro que dá para ler esse livro sem conhecer seu antecessor, mas tem um sabor especial para quem lê na sequência, pois vemos novamente a personagem Jane Sagan, das Forças Especiais da UC.
          A trama tem surpresas e reviravoltas, mantendo o leitor preso enquanto apresenta a descoberta de um complô inédito de três espécies e um traidor para erradicar de vez a humanidade do universo. As Forças Coloniais de Defesa (FCD) decidem resolver esse problema com missões suicidas de alto risco em vez de utilizar ataques frontais pesados. Para essas ações cirúrgicas são então empregadas pequenas equipes de soldados super qualificados e treinados, bem como melhorados geneticamente ao extremo: As Forças Especiais.
          O autor consegue passar muito do companheirismo e do espírito de cumprimento do dever dessas equipes especiais desde seu nascimento (fabricação?) até o ponto de escolha entre suas vidas e a missão. Perdas de amigos colorem a narrativa, que é mais focada no combate, lembrando um pouco o fantástico "Jogo do Exterminador" (Ender's Game). Mas temos também família, amor e livre arbítrio como conceitos que temperam bem a trama, impedindo que confundamos os personagens com máquinas de matar. Nesse quesito, o livro nos coloca mais próximos das outras espécies, abrindo questões interessantes não só de política externa e diplomacia, mas também sobre o que nos faz humanos e que tipo de humanidade encontramos no radical recurso da guerra. A crítica à guerra e, principalmente, ao quanto devemos utilizar de outros meios antes de a adotarmos como solução está mais clara neste volume.
          A velocidade e fluidez do texto salpicada com algumas explicações de conceitos científicos são boas, mantendo a alta qualidade da narrativa e agradando tanto os fãs de Ficção Científica quanto de aventura. Só senti falta do bom humos do protagonista do primeiro livro. E até essa falta de humos das Forças Especiais faz parte da trama! Um livro muito bom. Leva 4,5 e já aguardo a tradução do próximo volume deste universo.


terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A Guerra do Velho | Resenha



          Tenho um amigo que me disse a um tempo atrás que tudo já foi escrito, que todas as histórias e conceitos já existem e que livros e filmes só ficam contando-as de forma requentada. Realmente vemos muita coisa recontada. O excelente filme Avatar é comparado a Pocahontas e por aí vai. Mas de repente, cai no seu colo um livro como "A Guerra do Velho" de John Scalzi e você vê que ainda tem muita coisa boa a ser escrita e prazerosamente lida. Ressalto que com a tradução competente de Petê Rissatti, a versão brasileira não deixa nada a desejar, mantendo o frescor, a intensidade e a irreverência do original.
          Bom, o que há de tão inovador? Scalzi nos coloca na pele de um senhor de 75 anos que visita o túmulo da sua amada esposa, precisa constantemente ir ao banheiro e não vê mais um lugar para ele no mundo em meio às dores em seu corpo naturais da idade. O protagonista John Perry trabalhou em Marketing, teve uma boa vida, um filho em carreira de sucesso e nos conta em primeira pessoa que sente a morte se avizinhando. Empolgante? Pois é, mas aí ele se alista em uma força militar espacial, as Forças de Defesa Coloniais (FCD), e vai para o treinamento de combate em outro planeta! Entre os vários motivos que o levam a esta decisão radical está a sua esperança de que as FCD, reconhecidamente mais evoluídas tecnologicamente do que todas as nações da Terra, o tornarão mais jovem. A partir daí começa a evolução do personagem em uma segunda vida, entra a parte de ficção científica e muita aventura e bom humor tornam a leitura rápida e fluente. Devorei o livro em quatro dias!
          Embora haja algumas explicações de conceitos, vejo que mesmo não apreciadores de ficção científica vão gostar da leitura. O livro é acima de tudo sobre o ser humano e, é claro, sobre a guerra. Há uma crítica óbvia à guerra e principalmente sobre não se pensar bem antes de empregar esse recurso, mas nenhuma pregação. Simplesmente vamos gostando dos personagens e vendo eles morrerem de forma estúpida em combate. Não há muita coisa sobre táticas e estratégias, somente o necessário para vermos que estamos em combate e seguirmos o protagonista em suas descobertas e amadurecimento em sua carreira de sucesso como líder combatente. E há romance, mas não falarei disso para não entregar demais.
          Uma característica fundamental para o frescor e alegria na leitura é a personalidade jovial e bem humorada de John Perry. Ele é aquele velhinho boa praça, um espírito jovem enclausurado em um corpo decadente. Sua visão irônica e viva torna a leitura divertida e leve. O autor sabe manter o leitor curioso pelo que vai acontecer a seguir, fazendo você devorar as páginas sem perceber. É uma obra nova, com algum cenário conhecido, mas com conceitos novos. Não falei nada sobre o rejuvenescimento para não estragar essa sequência que é bem interessante. De 1 a 5, dou nota 5 e já estou lendo a sequência: "As Brigadas Fantasmas".

sábado, 30 de dezembro de 2017

Katie

Nome: Katie Antoni
Origem: Planeta Lar
Espécie: Humana
Grupo: Esquadrão Azul, Legião Estelar
Altura: 1,70 m
Peso: 65 Kg

Primeira aparição:
E-book "Batalha no Planeta dos Dragões" (Saraiva e Amazon)

Habilidades:
Experiência na infovia com aplicações em realidade virtual.

Equipamentos:
Padrão.

Histórico:
Acostumada ao luxo, Katie é defrontada com a violência e a insanidade do governo em um show assassino protagonizado pelo próprio imperador do planeta Lar. Katie perdeu, horrorizada, dois amigos da Linha Cruzada no tiroteio. Junto com Katarina, que fazia a segurança do evento, entra para a Legião Estelar naquela noite, após um discurso de Guiner.

Citações:

"Katarina, fala com a minha mão!"

"Ganhamos na loteria ou vamos morrer?"

"Ai! Tá se mexendo! Tem um treco vivo na minha perna! Socorro!"

"Não acredito! De quem foi a ideia magnífica de passar por um lodaçal?"

"E sim, eu queria meu banho com três tipos de xampus! Você ironiza porque nem sabe o que é isso!"

"Estamos em desvantagem numérica, eles sabem onde estamos, ficam invisíveis e vamos nos separar?"

"Você quer igualar as coisas? E vamos sair atirando a esmo? No meio de um nevoeiro? É a grande ideia?"

"Que se dane! Acabou! Chega! Eles que façam o que quiserem. Tá difícil de entender? Quer que eu desenhe?"

"Cavamos à toa. Vou levar horas para retirar as toneladas de terra que entraram debaixo das minhas unhas..."

"Não interessa! Eu tinha que estar lá. Se eu estivesse lá, ia ter sido diferente. Eu tinha que estar lá e pronto!"

"Deixe comigo, Vladimir. Vai precisar da mira da Katarina lá e não é possível que, com tantas horas na frente de computadores, eu não consiga ligar um sisteminha de segurança!"

"Eu estou com uma baita dor de cabeça, uma droga duma tala no braço, com as panturrilhas e as costas com emplastos e com essas mangueirinhas espetadas no pulso. Tô um caco, me esquece até amanhã!"

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Os Últimos Jedi (com spoilers) | Crítica


          Aguardei tanto para ver o Luke receber seu sabre de luz e ele joga a arma fora! Sim, essa postagem é com spoilers. E lá fomos nós assistir a "mais um Star Wars", aguardar os dizeres em azul, o logotipo com a música explodindo na tela e as letras amarelas subindo. Mas não foi mais do mesmo, que grata surpresa! O que vemos é um filme ousado, com trama, sem "fan services" desnecessários à obra e personagens clássicos abrindo caminho para novos protagonistas. Por que ousado? Porque saiu da fórmula consagrada da franquia e, ao contrário do primeiro filme desta trilogia, não é parecido com filme nenhum. Vemos a Força reexplicada, mas fiel ao conceito original. Bem e mal permanecem no filme, mas são postos em dúvida e é mostrado ao espectador a complexidade dessa divisão. Se por um lado Ben Solo tem escuridão, por outro as ações do próprio Mestre Luke concorreram para a criação de Kylo Ren. Leia usa a Força ostensivamente e a já saudosa Carrie Fisher voltando à vida no espaço. Tocou mais fundo sim, para os quarentões (cinquentões?) que acompanham essa saga desde que Luke tinha cara de guri perdido.
          Sobre a trama, vemos diferentes núcleos se alternando entre fracassos e sucessos que deixam a plateia emocionada nas viradas de enredo, com cenas não previsíveis que, por isso mesmo, não decepcionam. Rey evolui a olhos vistos e Kylo Ren sai um pouco do perfil jovem revoltado e começa o rumo para tornar-se um vilão. Algo ainda longe de seu avô, mas os olhos já vão passando mais firmeza no fim do filme. Aliás, Kilo Ren não precisa ser o novo Darth Vader, pode ser um Kim Jong-un mais colérico! Como é dito por ele mesmo, o passado está no passado. Seu destino é outro.
          São 2 horas e 33 minutos muito bem dosados. Aliás, eu veria 3 horas nessa qualidade, só tomaria menos refrigerante. Uma coisa interessante é que não parece o segundo filme de uma trilogia, parece que tudo vai começar agora. É uma nova guerra, uma nova Aliança Rebelde e a Primeira Ordem usa mesmos uniformes e naves, mas pode-se ver que um novo Império está para começar. O que falta para esse império? Falta um jogador de xadrez como Palpatine para mexer as peças no tabuleiro. Isso Kylo ren não apresentou ainda, apenas uma descontrolada fome de poder.
          A cena do super sayajin é tudo o que os espectadores sempre sonharam em ver. Luke cria para a galáxia o que ela precisa: "uma lenda". Ele, para todos os efeitos, recebeu todo o poder de fogo do Império e depois tirou o pó dos ombros. Essa história vai passar por todos os sistemas estelares, por todos os bares, por todas as praças e vai crescer com isso. O que move a Rebelião contra um Império que pode fabricar uma Estrela da Morte? Esperança. E essa foi, é e sempre será a missão de Luke Skywalker: ser "Uma Nova Esperança". Luke morre, mas renova a fé da Rebelião. Eu gostaria muito que a franquia Star Trek tivesse dado um final único como este ao Cap Kirk.
          Agora, para quem é fã, fan services na medida certa são muito bem vindos. Luke olhando para as duas luas, R2D2 mostrando a gravação de leia buscando Obi-Wan Kenobi (o que foi aquilo? Até o Luke se emocionou), o guri demonstrando o uso da Força no final e olhando para as estrelas com sua vassoura-sabre... Eu achei fantástico. Que nota daria? Bom, de 1 a 5 vale um 5 com lágrimas nos olhos.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

RPG Tropa Estelar


          Como citado em post anterior, em 1995 criei um sistema de RPG com tema de ficção científica. Com forte influência de AD&D, o "Tropa Estelar" tinha a ambição de ser simples, utilizando apenas o dado comum de 6 lados. Foi uma criação para dar vazão à imaginação numa pegada leve e com o texto descontraído. Aliás, lendo agora (com meus 45 anos) vejo que ficou bem descontraído, nada como o primeiro 3D&T, mas com termos como "mentirolina", "reanimina" e "hatcolá" fica difícil levar muito a sério. Outra coisa muito interessante na escrita datada do sistema é que existem algumas páginas dedicadas a um "pequeno estudo de informática", onde explico (foi em 95, gente) conceitos como redes, estações de trabalho e servidores, necessários para um melhor entendimento de diferentes programas e um "espaço virtual", hoje facilmente reconhecido como o ambiente cibernético. Outra coisa que reparei é que não havia corretor ortográfico no Word 2.0, onde escrevi o texto. Tive que dar uma revisada para não passar vergonha ao postar o sistema AQUI para download!

 Tropa Estelar

          O jogo rendeu aventuras muito boas e movimentadas. O grupo era muito coeso e já tinha uma identidade, o que ajudou a dar forma rapidamente ao experimento. Foram boas tardes em Santiago-RS. Boas amizades que deixaram saudades. Ainda volto lá!


          Mais tarde, lá pelos idos de 2001, resolvi escrever um livro aproveitando esse universo como ponto de partida e acabei criando outro universo. Eu estava em outro momento da vida, morava em Recife-PE, tinha dois filhos e queria escrever algo mais sério, algo emocionante! Como o filme Tropas Estelares já havia estreado, a Tropa tornou-se a Legião e os conceitos mais brincalhões tornaram-se um pouco mais maduros. Algumas espécies ainda estão lá com os mesmos nomes, pois fui aproveitando as ideias que gostei livremente. É a vantagem de plagiar a si mesmo! Embora tenha tirado a ideia da estória do livro do conto que estava no RPG, o conceito mudou muito e deu origem a algo mais rico.
          Bom, deixei uma cópia em PDF do livro no Google Drive e fica aqui o LINK para qualquer um que queira conferir.

 



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Guerra ao crime

          Testando uma abordagem de emprego da Legião Estelar em ambientes urbanos, escrevi este pequeno texto. Como uma tropa militar seria recebida em outro mundo para intervir em seus assuntos internos? Imaginei que seria mais ou menos assim:


Guerra ao crime


          É noite. Noite de emboscada... Todos da equipe estão posicionados... Arthos está com a metralhadora na saída três, Mordarch está no telhado com o fuzil de precisão, Jina travestida como mendiga permanece jogada no chão da saída um, Miaro está na nave monitorando. Ele é nosso trunfo secreto para o caso de tudo dar errado. E eu... Eu estou aqui, atrás desse tonel guardando a saída mais provável. E enquanto eu fico aqui revendo a situação pela nona vez, Trídia vem a nosso encontro em seu papel de isca viva.
          A luz de aviso silencioso do meu comunicador acendeu a meio minuto, indicando que a Sargento-mor Trídia permanece sendo seguida e está a metros daqui. Após três semanas de difícil intervenção na cidade, finalmente vamos apanhar o canalha. Ele já somou seis mortes em série por aqui e a polícia local não nos facilitou nada. Nada! Trídia acredita até que eles sonegaram informações. Sei que a Legião normalmente não é bem-vinda em comunidades agrícolas... Mas tudo tem limite e vou investigar se essa suspeita é verdadeira... logo depois de finalmente apanhar o desgraçado!
          Hoje o jogo termina. Já o perseguimos a meses e esse já é o terceiro planeta em que o localizamos. Ao todo foram trinta assassinatos computados. Talvez tenham sido mais. Todas as vítimas eram fêmeas... “profissionais da noite”. Todas acuadas em locais ermos como este. Todas esfoladas e mortas... nesta ordem!
          O miserável morre hoje! E ai de quem me jogar na cara as regras “pacíficas” de captura da Legião Estelar. Hoje não saio daqui com um prisioneiro!