sábado, 30 de dezembro de 2017

Katie

Nome: Katie Antoni
Origem: Planeta Lar
Espécie: Humana
Grupo: Esquadrão Azul, Legião Estelar
Altura: 1,70 m
Peso: 65 Kg

Primeira aparição:
E-book "Batalha no Planeta dos Dragões" (Saraiva e Amazon)

Habilidades:
Experiência na infovia com aplicações em realidade virtual.

Equipamentos:
Padrão.

Histórico:
Acostumada ao luxo, Katie é defrontada com a violência e a insanidade do governo em um show assassino protagonizado pelo próprio imperador do planeta Lar. Katie perdeu, horrorizada, dois amigos da Linha Cruzada no tiroteio. Junto com Katarina, que fazia a segurança do evento, entra para a Legião Estelar naquela noite, após um discurso de Guiner.

Citações:

"Katarina, fala com a minha mão!"

"Ganhamos na loteria ou vamos morrer?"

"Ai! Tá se mexendo! Tem um treco vivo na minha perna! Socorro!"

"Não acredito! De quem foi a ideia magnífica de passar por um lodaçal?"

"E sim, eu queria meu banho com três tipos de xampus! Você ironiza porque nem sabe o que é isso!"

"Estamos em desvantagem numérica, eles sabem onde estamos, ficam invisíveis e vamos nos separar?"

"Você quer igualar as coisas? E vamos sair atirando a esmo? No meio de um nevoeiro? É a grande ideia?"

"Que se dane! Acabou! Chega! Eles que façam o que quiserem. Tá difícil de entender? Quer que eu desenhe?"

"Cavamos à toa. Vou levar horas para retirar as toneladas de terra que entraram debaixo das minhas unhas..."

"Não interessa! Eu tinha que estar lá. Se eu estivesse lá, ia ter sido diferente. Eu tinha que estar lá e pronto!"

"Deixe comigo, Vladimir. Vai precisar da mira da Katarina lá e não é possível que, com tantas horas na frente de computadores, eu não consiga ligar um sisteminha de segurança!"

"Eu estou com uma baita dor de cabeça, uma droga duma tala no braço, com as panturrilhas e as costas com emplastos e com essas mangueirinhas espetadas no pulso. Tô um caco, me esquece até amanhã!"

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Os Últimos Jedi (com spoilers) | Crítica


          Aguardei tanto para ver o Luke receber seu sabre de luz e ele joga a arma fora! Sim, essa postagem é com spoilers. E lá fomos nós assistir a "mais um Star Wars", aguardar os dizeres em azul, o logotipo com a música explodindo na tela e as letras amarelas subindo. Mas não foi mais do mesmo, que grata surpresa! O que vemos é um filme ousado, com trama, sem "fan services" desnecessários à obra e personagens clássicos abrindo caminho para novos protagonistas. Por que ousado? Porque saiu da fórmula consagrada da franquia e, ao contrário do primeiro filme desta trilogia, não é parecido com filme nenhum. Vemos a Força reexplicada, mas fiel ao conceito original. Bem e mal permanecem no filme, mas são postos em dúvida e é mostrado ao espectador a complexidade dessa divisão. Se por um lado Ben Solo tem escuridão, por outro as ações do próprio Mestre Luke concorreram para a criação de Kylo Ren. Leia usa a Força ostensivamente e a já saudosa Carrie Fisher voltando à vida no espaço. Tocou mais fundo sim, para os quarentões (cinquentões?) que acompanham essa saga desde que Luke tinha cara de guri perdido.
          Sobre a trama, vemos diferentes núcleos se alternando entre fracassos e sucessos que deixam a plateia emocionada nas viradas de enredo, com cenas não previsíveis que, por isso mesmo, não decepcionam. Rey evolui a olhos vistos e Kylo Ren sai um pouco do perfil jovem revoltado e começa o rumo para tornar-se um vilão. Algo ainda longe de seu avô, mas os olhos já vão passando mais firmeza no fim do filme. Aliás, Kilo Ren não precisa ser o novo Darth Vader, pode ser um Kim Jong-un mais colérico! Como é dito por ele mesmo, o passado está no passado. Seu destino é outro.
          São 2 horas e 33 minutos muito bem dosados. Aliás, eu veria 3 horas nessa qualidade, só tomaria menos refrigerante. Uma coisa interessante é que não parece o segundo filme de uma trilogia, parece que tudo vai começar agora. É uma nova guerra, uma nova Aliança Rebelde e a Primeira Ordem usa mesmos uniformes e naves, mas pode-se ver que um novo Império está para começar. O que falta para esse império? Falta um jogador de xadrez como Palpatine para mexer as peças no tabuleiro. Isso Kylo ren não apresentou ainda, apenas uma descontrolada fome de poder.
          A cena do super sayajin é tudo o que os espectadores sempre sonharam em ver. Luke cria para a galáxia o que ela precisa: "uma lenda". Ele, para todos os efeitos, recebeu todo o poder de fogo do Império e depois tirou o pó dos ombros. Essa história vai passar por todos os sistemas estelares, por todos os bares, por todas as praças e vai crescer com isso. O que move a Rebelião contra um Império que pode fabricar uma Estrela da Morte? Esperança. E essa foi, é e sempre será a missão de Luke Skywalker: ser "Uma Nova Esperança". Luke morre, mas renova a fé da Rebelião. Eu gostaria muito que a franquia Star Trek tivesse dado um final único como este ao Cap Kirk.
          Agora, para quem é fã, fan services na medida certa são muito bem vindos. Luke olhando para as duas luas, R2D2 mostrando a gravação de leia buscando Obi-Wan Kenobi (o que foi aquilo? Até o Luke se emocionou), o guri demonstrando o uso da Força no final e olhando para as estrelas com sua vassoura-sabre... Eu achei fantástico. Que nota daria? Bom, de 1 a 5 vale um 5 com lágrimas nos olhos.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

RPG Tropa Estelar


          Como citado em post anterior, em 1995 criei um sistema de RPG com tema de ficção científica. Com forte influência de AD&D, o "Tropa Estelar" tinha a ambição de ser simples, utilizando apenas o dado comum de 6 lados. Foi uma criação para dar vazão à imaginação numa pegada leve e com o texto descontraído. Aliás, lendo agora (com meus 45 anos) vejo que ficou bem descontraído, nada como o primeiro 3D&T, mas com termos como "mentirolina", "reanimina" e "hatcolá" fica difícil levar muito a sério. Outra coisa muito interessante na escrita datada do sistema é que existem algumas páginas dedicadas a um "pequeno estudo de informática", onde explico (foi em 95, gente) conceitos como redes, estações de trabalho e servidores, necessários para um melhor entendimento de diferentes programas e um "espaço virtual", hoje facilmente reconhecido como o ambiente cibernético. Outra coisa que reparei é que não havia corretor ortográfico no Word 2.0, onde escrevi o texto. Tive que dar uma revisada para não passar vergonha ao postar o sistema AQUI para download!

 Tropa Estelar

          O jogo rendeu aventuras muito boas e movimentadas. O grupo era muito coeso e já tinha uma identidade, o que ajudou a dar forma rapidamente ao experimento. Foram boas tardes em Santiago-RS. Boas amizades que deixaram saudades. Ainda volto lá!


          Mais tarde, lá pelos idos de 2001, resolvi escrever um livro aproveitando esse universo como ponto de partida e acabei criando outro universo. Eu estava em outro momento da vida, morava em Recife-PE, tinha dois filhos e queria escrever algo mais sério, algo emocionante! Como o filme Tropas Estelares já havia estreado, a Tropa tornou-se a Legião e os conceitos mais brincalhões tornaram-se um pouco mais maduros. Algumas espécies ainda estão lá com os mesmos nomes, pois fui aproveitando as ideias que gostei livremente. É a vantagem de plagiar a si mesmo! Embora tenha tirado a ideia da estória do livro do conto que estava no RPG, o conceito mudou muito e deu origem a algo mais rico.
          Bom, deixei uma cópia em PDF do livro no Google Drive e fica aqui o LINK para qualquer um que queira conferir.

 



quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Guerra ao crime

          Testando uma abordagem de emprego da Legião Estelar em ambientes urbanos, escrevi este pequeno texto. Como uma tropa militar seria recebida em outro mundo para intervir em seus assuntos internos? Imaginei que seria mais ou menos assim:


Guerra ao crime


          É noite. Noite de emboscada... Todos da equipe estão posicionados... Arthos está com a metralhadora na saída três, Mordarch está no telhado com o fuzil de precisão, Jina travestida como mendiga permanece jogada no chão da saída um, Miaro está na nave monitorando. Ele é nosso trunfo secreto para o caso de tudo dar errado. E eu... Eu estou aqui, atrás desse tonel guardando a saída mais provável. E enquanto eu fico aqui revendo a situação pela nona vez, Trídia vem a nosso encontro em seu papel de isca viva.
          A luz de aviso silencioso do meu comunicador acendeu a meio minuto, indicando que a Sargento-mor Trídia permanece sendo seguida e está a metros daqui. Após três semanas de difícil intervenção na cidade, finalmente vamos apanhar o canalha. Ele já somou seis mortes em série por aqui e a polícia local não nos facilitou nada. Nada! Trídia acredita até que eles sonegaram informações. Sei que a Legião normalmente não é bem-vinda em comunidades agrícolas... Mas tudo tem limite e vou investigar se essa suspeita é verdadeira... logo depois de finalmente apanhar o desgraçado!
          Hoje o jogo termina. Já o perseguimos a meses e esse já é o terceiro planeta em que o localizamos. Ao todo foram trinta assassinatos computados. Talvez tenham sido mais. Todas as vítimas eram fêmeas... “profissionais da noite”. Todas acuadas em locais ermos como este. Todas esfoladas e mortas... nesta ordem!
          O miserável morre hoje! E ai de quem me jogar na cara as regras “pacíficas” de captura da Legião Estelar. Hoje não saio daqui com um prisioneiro!

sábado, 18 de novembro de 2017

Katarina

Nome: Katarina
Origem: Planeta Lar
Espécie: Humana
Grupo: Esquadrão Azul, Legião Estelar
Altura: 1,55 m
Peso: 39 Kg

Primeira aparição:
E-book "Batalha no Planeta dos Dragões" (Saraiva e Amazon).

Habilidades:
Piloto de A.N.A. (Armadura Neurocomandada de Ataque) e boa mira.

Equipamentos:
Pistola

Histórico:
Quando o narcotraficante Jobe executou um golpe de estado declarando-se presidente, explodiu quartéis das forças armadas, policiais e bombeiros. O pai de Katarina morreu nesses ataques, deixando-a desamparada e revoltada. Inicialmente alistou-se na própria guarda imperial, mas mudou de lado ao conhecer a proposta da Legião Estelar.


Citações:

"Quem foi a periguete?"

"Eu vou é despedaçar esse cara!"

"Não preciso ter peito, basta focar na maça de mira e puxar o gatilho!"

"Quer dizer que todos aqueles caras podem cuspir aquele tanto de fogo em nós?"

"Por mim a gente sobe logo e detona quem sobrou!"

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Bravo

Nome: Bravo Rorch
Origem: Lua Ruhir (Planeta Stom)
Espécie: Cror
Grupo: Esquadrão Azul, Legião Estelar
Altura: 1,80 m
Peso: 500 Kg

Primeira aparição:
E-book "Batalha no Planeta dos Dragões" (Saraiva e Amazon).

Habilidades:
Sobrevivência em selva, força sobre humana, piloto de A.N.A. (Armadura Neurocomandada de Ataque) e não dorme.

Equipamentos:
Bisturi minerador alterado como arma pesada de raios concentrados de energia.

Histórico:
Bravo é um dos poucos sobreviventes de sua vila, atacada por fenceres escravagistas. Entrou para a Legião muito jovem no dia em que Guiner o libertou, acabando com o garimpo do Império Jacal em seu mundo.

Citações:

"Meu nome é Bravo. E corta essa onde de "amigo", novato!"

"Lá vem mais más notícias!"

"Realmente não parece certo. Fica muito fácil!"

"Esse negócio de ficar fugindo e se escondendo não está dando certo!"

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Filme da Liga da Justiça (com spoilers) | Crítica


          E finalmente estreou o longa com o mais famoso grupo de super-heróis dos quadrinhos e desenhos animados. A Liga da Justiça está lá na telona depois de várias tentativas. Depois que a Marvel provou que era possível colocar vários heróis em um mesmo filme e apresentar entretenimento, coerência e lucro, a DC tenta emplacar o seu maior tesouro. E acertou mais do que errou. Depois de Batman vs Superman apresentar um Batman distante de todas as encarnações do "maior detetive do mundo" e O Homem de Aço nos entregar um alienígena que não inspirava esperança e nem podia ser chamado de escoteiro, a DC emplacou um excelente filme da Mulher Maravilha e credito a essa experiência os acertos no longa metragem da Liga.
          Já no início do filme temos um batman que lembra sua versão animada em "Batman: The Animated Series" e temos Denny Elfman trazendo sua versão do tema do homem morcego (Yes!). Melhor que isso só rever a Princesa Amazona em ação no melhor estilo "Sim, eu sou uma super heroína de gibi e faço coisas impossíveis, acostume-se com isso". A sequência com as amazonas é excelente, mostrando claramente que são todas mulheres maravilhas, mas aí aparece um componente que é uma perda clara de oportunidade de sucesso. Todo herói é medido pelo vilão que enfrenta e a DC nos traz um Lobo da Estepe que sim, é muito poderoso, mas que carece de grandiosidade e profundidade. Mesmo nos gibis os lacaios de Darkside nunca foram lá essas coisas, sendo mais maus e detestáveis do que outra coisa. São personagens criados para serem capangas, vivendo no entorno de seu líder. Foi melhor escolherem o Lobo da Estepe do que a Vovó Bondade, mas faltou aquele vilão que nós amamos odiar.
          Batman ainda não é o cruzado encapuçado nem o cavaleiro das trevas, mas vemos uma melhora no icônico personagem. A irreverência de Bruce Waine está de volta e Ben Affleck parece mais à vontade e menos depressivo. A culpa ainda está lá, mas tem que estar. A violência excessiva com marcadores de ferro em brasa sumiu. É uma melhora muito bem vinda. Ah, e tem o tema do Batman de 1989... Opa, já falei isso.
          Barry Allen não é o herói maduro que dá sua vida em Crise nas Infinitas Terras, parecendo mais com o Flash do desenho da Liga da Justiça. Esse é um ponto positivo, pois o desenho era ótimo e deixou saudades sem limites. Ainda no início da carreira, Barry ainda não atravessa paredes ou dá sequências de socos, mas já é o homem mais rápido do mundo. Afinal, Kal El é de outro mundo. :)
           Cyborg, que para mim ainda é dos Novos Titãs, é apresentado no melhor estilo Novos 52 e funciona muito bem. Sem grande perda de tempo em contar sua origem, vemos sua jornada rapidamente o levar a ser ferramenta crucial para uma Liga da Justiça do século 21, com sua conexão alienígena à informática ele invade os computadores da Batcaverna praticamente sem perceber.
          Senti falta do Hal Jordan, mas entendo que apresentar mais esse herói nesse momento seria um desafio ainda maior. Tem o detalhe do filme infeliz com Ryan Reynolds também e sabemos que além de entretenimento, um filme é um projeto milionário que precisa gerar lucro. Ok. Mas faltou. Foi uma falta amenizada pelo Lanterna Verde do flashback do passado da Terra, mas é a Liga da Justiça. Faltou o Lanterna.
          Eu avisei no título que haveria spoilers! Pode parar de ler se não viu o filme! E sim, temos o Superman. Henry Cavill volta à vida mais rápido que uma bala e enfrenta toda a Liga em uma cena digna do herói. E aqui cabem dois comentários. O primeiro é ver o último filho de Krypton acompanhando a velocidade do Flash, algo nunca mostrado em live action. Muito bom! E o segundo é ouvir o tema imortal de John Williams de 1978. Putzgrila! Meu coração de 45 anos bateu como se ainda tivesse 6. Isso só o cinema faz por você. Temos Superman, o ícone inspirador que agora dá entrevistas para crianças com smartphones, mas que ainda volta à fazenda dos Kent´s está de volta. Como disse Aquaman, a morte sempre nos tira algo. E a morte tirou do Homem de Aço aquela escuridão dos dois primeiros filmes. A DC começa a achar seu rumo nos cinemas que, pasmem, é semelhante aos desenhos e quadrinhos.
          Por fim, mas não menos importante, conhecemos a nova versão de Aquaman! Não, Bruce, ele não fala com peixes, mas fala bem com a nova geração e vem meio badboy, mas sem deixar a amargura (abandonado pela mãe, meio atlante etc) predominar sobre sua presença positiva na tela. É uma personagem que chama a ação para si e Momoa parece bem à vontade no papel. Dá para fazer um filme "Aquaman: Ragnarok" fácil com ele. Sua melhor cena para mim, no entanto, é a em que ele discursa em contato com o laço da Mulher Maravilha. Muito bom!
          Concluindo, o filme é um acerto de rumo bom para o Universo DC no cinema, consegue unir os heróis de forma crível, acerta muitas bobagens dos filmes anteriores, mas podia ter um vilão bem melhor. Não vou falar sobre gráficos, mas volto a apontar o acerto nas escolhas de Denny Elfman que podia ser ainda mais corajoso e colocar o tema do desenho da Liga em algum ponto do filme. Faltou também uma mensagem no longa, mas a proposta dele é ser um blockbuster pipoca, então vou relevar desta vez. Uma boa diversão. Além do mais... gente, tem o Superman, o Batman e a Mulher Maravilha! Que nota daria? Bom, de 1 a 5 vale um 3,5 com louvor. Minha esperança neste universo foi renovada.